
Aterro Sanitário de Cacoal: Visita a aterro de Vilhena embasa discussão para instalação ou não
Nova ação foi realizada para embasar as discussões acerca da implantação ou não de um aterro sanitário regional no município de Cacoal, devido à discordância entre população e empresa responsável pela instalação do aterro.
Na última quinta-feira (02), uma comitiva formada por moradores da região escolhida para a instalação do aterro, diretores da FETAGRO, diretores do STTR de Cacoal e um analista técnico do Ministério Público fizeram uma visita ao aterro sanitário regional de Vilhena - que já está em funcionamento -, para conhecerem como se estrutura e funciona um aterro, bem como analisarem a viabilidade do aterro dentro de uma realidade local.
A visita foi uma proposição do Ministério Público (MP) que realiza um Estudo de Impactos Ambientais da obra a ser executada em Cacoal. Em vistoria já realizada pelo órgão foi apontado situações que divergem dos estudos emitidos pela empresa contratada para a obra, e identificadas outras questões que não foram consideradas nos laudos da empresa. Diante destas questões tornou-se necessário novas averiguações, bem como foram suspensas as licenças ambientais até novas análises e emissões de laudos e pareceres.
Mais de 250 pessoas moradoras da região indicada para a construção do aterro, no Setor Prosperidade, Gleba 04, não aceitam a construção temendo possível impacto ambiental e problemas sociais decorrentes. Moradores e organizações como FETAGRO e Sindicato argumentam que o local é rico em fontes de água potável, utilizadas pelas famílias para consumo e também na criação de animais; além de possuir vasta vegetação, abrigando várias espécies nativas de animais e aves.
Para a comitiva, em especial aos representantes dos moradores, conhecer o aterro em Vilhena trouxe conhecimento técnico em relação a infraestrutura, mas não assegura a viabilidade de instalação devido a diferença de realidades que, segundo eles, precisam ser consideradas. Por exemplo, observaram eles, a área em Vilhena não abriga população próxima como em Cacoal.
A obra do aterro sanitário em Cacoal aguarda conclusão dos estudos do MP, compromisso da construtora em adequar o projeto às orientações oriundas do Ministério pós estudos e consenso da população.
