
Movimentos sociais elaboram propostas para assentamentos
Os movimentos sociais do campo elaboraram propostas para o desenvolvimento sustentável em assentamentos da reforma agrária na Amazônia, em conferência realizada em Ouro Preto do Oeste, nos dias 11 e 12 de junho, no Centrer/Emater, com a participação de representantes dos assentamentos, Superintendência Regional do Incra, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), FETAGRO e CUT-RO.
A realização de oficinas antecedeu a conferência e a estratégia é a construção de uma proposta que se somará ao resultado de outras iniciativas realizadas nos estados do Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins e Pará.
De acordo com o presidente da FETAGRO, Fábio Menezes, as propostas vêm da base e estão relacionadas à regularização fundiária e ambiental, assistência técnica, agroecologia, criação de centros de comercialização para os assentados e qualidade da educação do campo. Também pela Federação participaram da Conferência os diretores Udo Wahlbrink, Ecimar Viiana e Creonice Vilarim.
O engenheiro agrônomo do Incra/RO e representante da autarquia no evento, Ademir Lima, considerou muito oportuna a parceria entre os movimentos sociais e o órgão agrário. “São duas partes fundamentais desse processo e os movimentos sociais estão conscientes de que têm que estar com o Incra para juntos buscarmos a valorização dos assentamentos, o que somente será possível com o fortalecimento do órgão”.
A próxima etapa será o encaminhamento das propostas consolidadas para os colegiados dos Territórios da Cidadania, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Incra, a fim de subsidiar as políticas públicas voltadas à reforma agrária.
Texto: Jeanne Machado/Luciane Machado
