
Assalariados(as) rurais: coletivo planeja ações e estuda os desafios
Acontece, no período de 8 a 10, no Centro de Estudos Sindicais da CONTAG, o Coletivo Nacional dos Assalariados(as) Rurais. Ecimar Viana, secretário de políticas sociais da FETAGRO, participa do encontro que tem como principal objetivo planejar a ação sindical dos assalariados(as) rurais diante das mudanças na estrutura da organização do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), em virtude, principalmente, da constituição da Confederação dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR).
Entre os participantes do coletivo, que reúne dirigentes da CONTAG e Federações filiadas, estão integrantes da Diretoria e Suplência da CONTAR. A intenção é planejar conjuntamente a transição e a continuidade do trabalho de luta pelos direitos dos trabalhadores(as) assalariados(as) rurais.
“Durante todo o ano de 2016 precisaremos fortalecer a capacidade de continuar caminhando juntos, para o bem dos trabalhadores rurais. Quando a gente soma os esforços, todos saem ganhando. Precisaremos de muita paciência e também muita ação”, afirma o secretário de Assalariados e Assalariadas Rurais da CONTAG, Elias D’Ângelo Borges.
Ecimar Viana contribui com as discussões e deliberações, reafirmado que o conjunto do movimento sindical de Rondônia assumiu a valorização desta classe.
Dados atuais sobre o assalariamento rural
Para que o planejamento seja feito de maneira mais eficiente a primeira etapa da reunião do Coletivo foi a apresentação de dados recentes sobre a situação do assalariamento rural no Brasil, realizada pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da CONTAG.
Os dados demonstram que os(as) 3,9 milhões de assalariados(as) rurais representam 27% da mão de obra ocupada no meio rural. 59,4% deles não têm a Carteira de Trabalho assinada, ou seja, não tem quaisquer direitos trabalhistas garantidos. Além disso, 41% dos(as) assalariados(as) têm entre zero e três anos de estudo e estão, em sua maior parte, nas regiões Nordeste (36%) e Sudeste (32%). A pesquisa mostrou ainda que 3,5 milhões (89%) são do sexo masculino e 2,8 milhões (68,6%) são negros ou pardos. Quase metade, 47% estão em empregos temporários e 58,2% (2,4 milhões) têm idade inferior a 40 anos – entre esses, 1,6 milhão têm entre 16 e 32 anos.
Desafios
Entre os grandes desafios para a luta dos(as) assalariados(as) rurais estão a rápida diminuição do assalariamento rural devido a modernização da produção, uso de máquinas e novas tecnologias, a informalidade, a continuidade de práticas de trabalho análogo ao escravo, as condições de trabalho degradantes e o uso de trabalho infantil, além da proteção à saúde e segurança do trabalhador contra acidentes e agrotóxicos.
Os participantes também discutem sobre a atual conjuntura polítca e demonstraram seu apoio na luta pela democracia e contra qualquer ameaça de golpe contra o Poder Executivo.
Fonte: CONTAG
Edição: Assessoria FETAGRO
