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7ª Turma do Curso Nacional da Enfoc: educandos(as) debatem a organização da sociedade e origens das lutas populares

15/08/2018
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No dia em que é celebrado o 12º ano de existência da Escola Nacional de Formação da CONTAG (Enfoc) e no mês em que se completa 35 anos do assassinato de Margarida Alves, 110 educandos e educandas de todo o País iniciam sua caminhada na 7ªTurma do Curso Nacional de Formação em Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. Integram esta turma a secretária de formação e organização sindical da FETAGRO, Rosiléia Inácio, e os dirigentes Sidnei Evencio (STTR de Presidente Médici) e Noemi Furtado (STTR de Porto Velho)

 

O 1º módulo do curso será realizado em oito dias de intensos diálogos e vivências, entre os dias 14 e 21 de agosto de 2018, no Centro de Estudos Sindicais (Cesir) da CONTAG.

 

Um dos objetivos desta formação é proporcionar uma formação política que fortaleça e qualifique a atuação do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), na disputa de políticas e projeto de sociedade, enfatizando a importância do Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS) para a construção de qualidade de vida no campo e do respeito às especificidades dos povos do campo suas pautas, identidades e lutas, além de contribuir para fortalecer e consolidar a Rede de Educadores e Educadoras Populares da Enfoc.

 

Neste módulo, os(as) participantes debaterão conceitos e conteúdos sobre as formas de organização da sociedade ao longo da história, analisando as características dos projetos de sociedade em disputa e promovendo o entendimento sobre como se configurou o atual modelo de desenvolvimento capitalista. Além disso, são estudadas as relações entre a ocupação espacial, a construção da identidade dos sujeitos do campo e as lutas populares, assim como as origens das desigualdades de gênero, de classe e de raça/etnia, bem como a construção dos mecanismos e manifestações destas desigualdades presentes na sociedade.   

 

Debate de peso

Antes mesmo de subirem ao auditório Margarida Alves para iniciar os trabalhos, os(as) participantes passaram por momento de integração no qual expressaram suas expectativas e sentimentos. Na mística de abertura, o contato e a percepção do outro foi incentivada quando, de mãos dadas e formando um “caracol”, os educandos e educandas puderam olhar nos olhos uns dos outros, para se reconhecerem como indivíduos e como integrantes de um grupo.

 

A matriz pedagógica do curso inclui a participação de professores, educadores(as) populares e pesquisadores, assim como momentos de trabalhos em grupo, oficina de capacitação sobre o ambiente virtual de aprendizagem e momentos para assistir filmes relacionados à temática do curso e de conexão com o corpo, como alongamentos.

 

Para dialogar sobre a atual conjuntura política e analisar o processo que desencadeou o golpe de 2016 e suas implicações para a classe trabalhadora, foi convidado o filósofo e ex-chefe de Gabinete do presidente Lula e ex-ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República da presidenta Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho.

 

Carvalho destacou a importância da formação para o processo de resistência necessário neste momento histórico em que o capital internacional, empresas petrolíferas e a elite nacional estão juntas para acabar com as chances de retorno de um projeto político inclusivo, democrático, solidário, feito por e para todos os brasileiros e brasileiras. Para ele, lutar pelo direito a Lula ser candidato é parte fundamental deste processo, pois o ex-presidente representa a certeza do povo de que é possível construir um Brasil onde os pobres tenham perspectivas de ter uma vida digna.

 

No debate, os(as) participantes reforçaram as ideias trazidas por Gilberto Carvalho, e acrescentaram questões como a necessidade de olhar com atenção as alianças políticas feitas nos estados, assim como de trabalhar junto aos(às) trabalhadores(as) e juventude da base as escolhas para seus representantes, para que golpistas e pessoas que votaram contra a classe trabalhadora não permaneçam, ou não subam, ao poder. “O trabalho de formação é fundamental para fortalecer a consciência de a nossa luta é de classe e que todos precisamos estar unidos nesse propósito”, afirmou a assessora da FETAG-RS Anajá Teixeira.

 

Nos próximos dias

O tema da ocupação espacial e territorialidade – sua caracterização, diversidade, modos de vida, lutas e disputas territoriais – será abordado pela professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Socorro Silva, que também falará sobre Estado e poder político na contemporaneidade, juntamente com o professor da UFCG José Marciano.

 

A educadora da Escola Quilombo dos Palmares (EQUIP) Joana Santos contribuirá para a compreensão sobre a origem do patriarcado, suas ideologias e expressões na atualidade desde a perspectiva de classe, gênero e raça, e a professora da Universidade de Brasília Eliene Novaes falará sobre o que é um movimento social, suas diferentes formas de organização e de lutas e quais são suas apostas frente ao atual contexto.

 

A reflexão sobre a importância da formação de base e da atuação militante diante do contexto histórico, social e político será feita por meio de um dialogo pedagógico com o Educador Popular do Centro de Educação Popular do Instituto Sedes (CEPIS) Ranulfo Peloso. 

 

O Feminismo e a Sucessão Rural serão temas de rodas de conversas com a secretária de Mulheres da CONTAG, Mazé Morais, e a secretária de Jovens da CONTAG, Mônica Bufon. Para refletir sobre as matrizes conceituais da Educação Popular e da Educação do Campo como bases fundantes da construção de um projeto popular de sociedade, será realizada uma exposição e debate com a pesquisadora da Universidade Federal Fluminense Inez Helena Garcia.

 

 

Fonte: Assessoria CONTAG

 

 

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